Por Maria alice Domingues
Os protocolos avançados de enfermagem têm se consolidado como peças centrais para melhorar os resultados da fertilização in vitro, a FIV, além de aumentar a segurança e a adesão das pacientes ao tratamento. A atuação do enfermeiro, que antes era predominantemente assistencial, hoje assume um papel estratégico e coordenador em todas as etapas do processo, desde a estimulação ovariana até a transferência embrionária.
Nesse cenário, a enfermeira especializada em Reprodução Humana Assistida, Suelen Camara Baptista, tem se destacado pela aplicação de práticas clínicas avançadas e pela defesa de uma abordagem que une rigor técnico e cuidado humanizado. Com formação pela Universidade Federal Fluminense, a UFF, e pós-graduação em Enfermagem do Trabalho pela Uninter, Suelen também recebeu, em 2024, o Título de Mérito Acadêmico e Profissional em Cuidados Reprodutivos e Práticas Avançadas de Enfermagem, concedido pela Faculdade do Maranhão.
Atualmente residindo nos Estados Unidos, ela segue aprimorando sua atuação e publicando pesquisas científicas sobre o tema. Em fevereiro de 2026, assinou o artigo “O Impacto de Protocolos Avançados de Enfermagem em Reprodução Assistida nos Desfechos da Fertilização in Vitro, na Adesão ao Tratamento e na Segurança do Paciente”, publicado na revista International Integralize Scientific.
Segundo Suelen, a enfermagem especializada exerce papel decisivo para reduzir riscos e ampliar as chances de sucesso da FIV. “Os protocolos avançados de enfermagem aumentam a segurança do paciente e contribuem diretamente para melhores resultados no tratamento”, afirma.
Entre as principais frentes de atuação está a gestão da estimulação ovariana, etapa que exige precisão na administração de medicamentos e acompanhamento constante. “A enfermagem orienta cada dose e cada horário, monitora a resposta do organismo e ajusta o tratamento junto à equipe médica, garantindo mais controle e menos riscos”, explica.
O monitoramento do ciclo também é fundamental, com acompanhamento de ultrassonografias e dosagens hormonais que permitem decisões mais seguras. “O acompanhamento contínuo permite intervenções rápidas e evita complicações, fortalecendo a confiança da paciente no processo”, destaca.
Suelen ressalta ainda os avanços técnicos na área, como o apoio a procedimentos sofisticados e a análise da resposta folicular para otimizar a quantidade de óvulos e reduzir riscos de gestações múltiplas. “A capacitação técnica da enfermagem impacta diretamente na qualidade dos procedimentos e nos desfechos clínicos da FIV”, pontua.
Outro ponto central é a coordenação do cuidado. O enfermeiro atua como referência para a paciente, organizando exames, consultas e cronogramas de medicação, evitando falhas e desperdícios. “O enfermeiro funciona como um guia durante todo o tratamento, garantindo organização, segurança e acolhimento”, afirma.
Para a especialista, a presença da enfermagem qualificada é determinante para a evolução da reprodução assistida. “O enfermeiro na reprodução assistida é um gestor de cuidados que transforma o rigor técnico em um ambiente seguro e acolhedor. Sua presença é essencial para a segurança do paciente e para a melhoria das taxas de sucesso na FIV”, conclui.
